segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A estabilidade que eu quero...

Estabilidade é o objeto de desejo de muitas pessoas... Estabilidade emocional; estabilidade financeira, emprego estável, carreira estável, família estável.


A estabilidade está relacionada à segurança. E segurança é uma das necessidades básicas do ser humano... A estabilidade nos mantém numa zona de conforto. Quem não quer estar num “lugar” confortável e seguro? Mas, esta zona de conforto é extremamente prejudicial ao ser humano quando este cai no comodismo. A estabilidade pode gerar o comodismo. E acomodar-se pode trazer a instabilidade. Parece confuso e antagônico? Explico: Falando de uma carreira profissional, por exemplo, uma pessoa pode estar estável em um emprego há anos e se sentir bastante segura por isso... Mas, deve saber que caso se acomode, e não buscar novos conhecimentos e atualizações, logo será “deixado para trás”... Isto quer dizer que a tão sonhada estabilidade não é um fim em si mesma... Ela deve nos levar a uma constante busca... Uma quase interminável busca. Quanto mais atualizado e conhecedor, mais estável posso ser. Quanto mais estável eu queira ser, tanto mais devo buscar conhecer e me atualizar. Outro exemplo que podemos dar é um relacionamento que se inicia com um namoro onde, a paixão leva ambos a querer sempre agradar ao outro. A estarem juntos. A presentear-se mutuamente (seja com presentes, com agrados, com lembranças, com e-mails, cartões, recadinhos, etc.). Aí vem o noivado começam os planos para o casamento... Finalmente se casam e caem na “zona de conforto”. Deixam de investir um no outro, afinal já atingiram a “estabilidade” do casamento. Puro engano. Deixa de ser interessante para o outro, deixa de ser agradável, desejável e a impiedosa rotina do comodismo leva o casamento a falência. Talvez não a separação e ao divórcio, mas da paixão passa-se à tolerância mútua, em nome dos filhos, em nome da “estabilidade familiar”. Melhor seria estar incomodado o todo o tempo, buscando não ser agradado, mas a agradar o outro...

Este princípio deve ser aplicado também à vida cristã e ao relacionamento com Deus. Porque se acomodar em uma vida religiosa se Deus tem sempre mais a nos oferecer? Se Ele tem um amor infindável por mim e por você. Por que nos acomodarmos na mesmice de uma vida sem novidades, sem a presença de Deus. Já meditei outro dia na imutabilidade de Deus. Se ele não muda, sua capacidade criadora, assim como sua criatividade continuam as mesmas desde a fundação do mundo, desde a fundação do universo. Ele continua fazendo coisas novas e fazendo novas todas as coisas. Continua relacionando-se com o Homem e anelando por este relacionamento. Porque cair na comodidade religiosa, numa rotina de cultos, missas, reuniões, orações e rezas se não há qualidade no relacionamento com Deus? Ele, por seu amor deseja ter um relacionamento cada vez mais intenso comigo e com você. Por sua grandeza, onipotência (é todo-poderoso, tem todo o poder) e onisciência (sabe de todas as coisas) e onipresença (está presente em todos os lugares) Ele pode se relacionar intensamente com cada um de nós como se fossemos únicos.

Chega de estabilidade monótona. A estabilidade que quero é na busca por mais conhecimento, na busca por ser mais intenso nos meus relacionamentos, especialmente em meu relacionamento com Deus. “A chapa tem que ferver”!!!!!!!


terça-feira, 4 de outubro de 2011

O verdadeiro discípulo



Segundo o dicionário Michaelis, discípulo é "1 Aquele que recebe ensino de alguém; aquele que aprende; aluno. 2 Sectário que professa as doutrinas ensinadas ou propagadas por outro. 3 Afeiçoado, devoto: Um discípulo da verdade".(disponível em http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=disc%EDpulo, acesso em 4/10/11). Por esta definição, podemos dizer que não basta receber o ensino de alguém, é necessário aprendê-lo. É necessário colocar em prática o que se aprende. Cristo, certa vez disse: "Se permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos" (João 8:31). Este texto mostra no mínimo duas verdades: É possível ser um discípulo falso, mas igualmente é possível ser um discípulo verdadeiro. O falso, embora pense, diga, sinta e supõe ser verdadeiro, não permanece, não sabe, não pratica a palavra do Mestre. Pode ser fiel à instituição igreja, mas não é fiel ao Senhor da igreja. É assíduo nas reuniões, cultos, grupos familiares, mas não é assíduo na presença do Mestre. Ou talvez, conhece a biblia de "capa a capa", discute teologia, sabe tudo mas não vive nada... Anda cercado pelos discípulos verdadeiros, frequenta os mesmos lugares, fala das mesmas coisas, mas não conheceu a Verdade que liberta (João 8:32). Surge uma pergunta crucial: quem sou eu de fato? Um discípulo verdadeiro ou um discípulo falso? Trigo ou joio? Ovelha ou lobo em pele de ovelha? tenho permanecido na palavra ou venho apenas tendo contato com ela? Onde está o Mestre? Ficou na história e no passado ou ainda é suficientemente presente em minha vida? Mesma pergunta, espero eu que surja em sua mente amigo leitor. Quer ser falso ou verdadeiro?