sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Aos meus alunos: a vida!

Tenho alunos na escola, mas também sei que os tenho na vida... A todos vocês que são meus alunos gostaria de, como mestre, deixar um legado que realmente faça diferença em sua vida.

O maior legado que posso deixar e entregar a cada um de vocês é aquele que também recebi de meu Mestre: é o legado da própria vida!
Recebi de meu Mestre a vida, e a vocês gostaria de transmiti-la... Mas como transmitir a vida. Posso transmitir um fato, uma notícia, um recado. Posso transmitir meus conhecimentos, meus sentimentos. Mas como transmitir a vida???

Bem, aí me recordo que não posso entregar a cada um a vida da mesma forma que recebi de meu Mestre, mas aprendi com Ele como transmiti-la.

Meu Mestre uma vez disse que Ele próprio era a vida e que quem acreditasse nEle ainda que estivesse morto viveria... E é assim que recebi dEle a vida: crendo. E é assim que ele me ensinou a transmitir a vida: “Conte aos outros a meu respeito. Encontrando-me, encontrarão o caminho da vida. E a vida que Eu posso dar ninguém poderá fazê-lo”.

Alguns textos para meditarem e que estão nas entrelinhas desta meditação...

Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:15
Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna. João 6:47
Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; João 11:25
Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece. João 3:36
Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. João 5:24
E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede. João 6:35
Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. João 6:40
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16


terça-feira, 27 de setembro de 2011

continuando o testemunho...

Chegando em BH, fui direto para a casa de minha mãe... Ali chegando estavam a Rosalee, minha mãe e um amontoado de coisas carbonizadas na calçada. Com certeza uma das cenas mais tristes que já presenciei... Rosalee foi, sem dúvida, a mais prejudicada pelo incêndio - afinal perdera praticamente tudo: suas roupas, calçados, enfim todos os seus pertences... Mas a mão cuidadosa de Deus estava sobre a família... Rosalee ganhou muitas roupas... A casa foi reformada... A vida voltou ao normal e eu voltei a Curitiba com a certeza de que Deus estava no controle!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Um testemunho

Testificar ou testemunhar é relatar uma experiencia vivida. Vou testificar então uma das experiencias mais lindas que tenho guardada na memória. Poderia chamar este relato de "como consegui ter paz em meio a tribulação".


Vim morar em Almirante Tamandaré - Pr (região metropolitana de Curitiba) em fevereiro de 1996. Em BH, ficaram minha irmã (Rosalee), minha mãe (Argentina) e meu irmão (Adriano) todos morando em nossa casa no bairro concórdia. Vim com o objetivo de passar apenas alguns meses me preparando para ir em definitivo para a Alemanha.Vim estudar e morar numa agência missionária. Eu tinha 19 anos. Não foi uma decisão fácil deixar o aconchego lo lar e da família e vir para cá apenas com duas malas de roupa... 
Alguns meses depois, recebo uma ligação de minha mãe aos prantos: "- sabe aquela casa que você deixou, ela não existe mais!". Dita esta frase, minha mãe não conseguiu dizer mais nada e passou o telefone para meu pai que então descreveu a situação: "- A casa de vocês pegou fogo. O foco do incêndio foi no quarto da Rosalee e não sobrou nada do que era dela". 
Minha primeira sensação foi um "nó na garganta", uma vontade louca de chorar e gritar. De murmurar e dizer "Deus, eu saí de casa convicto de estar trilhando o caminho que o Senhor esperava e preparara para mim, e agora o Senhor permite que isso aconteça justo agora que estou longe e não tenho grana nem para pegar um coletivo para o centro de Curitiba!" 
Mas, não foi esta minha reação. Sentei-me em um murinho próximo ao campo de futebol da missão, comecei a chorar sim; mas um texto bíblico me veio a mente "- em tudo dai graças". Então comecei a agradecer a Deus por tudo o que estava acontecendo. Me sobrevieram, então, duas sensações inesquecíveis: A primeira foi uma convicção de que Deus ainda estava no controle. A situação estava na mão dEle. Esta convicção me trouxe então uma paz tão profunda que eu, literalmente, tinha a impressão de poder tocá-la. 
Foi aí que eu aprendi a receita da paz: Para ter paz, preciso ter e saber que Deus está no controle de minha vida. E esta é a frase que eu gostaria que você, meu amigo, meditasse nela hoje: "Não se preocupe ou comece a murmurar Deus não perde o controle e, portanto, Ele deve estar sempre na direção.

Apenas para concluir a história, saí naquele mesmo dia para BH. Em menos de 2 horas depois daquele trágico telefonema eu estava na rodoferroviária de Curitiba, com a passagem comprada para Bh e uma mochila cheia de guloseimas para a viagem. Até a passagem de Almirante Tamandaré para Curitiba alguém pagou para mim. Tanto cuidado assim, sabendo que Deus está no controle, só pode resultar em paz.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

TIRO AO ALVO

Desde que me entendo por gente procuro ser um cristão autêntico... Não é fácil. Não sou perfeito. Cometo erros. Cometo muitos erros... Erro para comigo mesmo. Erro para com os outros. Erro para com Deus. “Errar é humano”. Não sou diferente dos demais quando erro. Todos erram. Todos já erraram. Apenas Deus é perfeito.


O significado da palavra pecado no grego (Harmatia) é exatamente “errar” e é usada no sentido de errar o alvo. O “alvo” é fazer o certo sempre. Posso errar o alvo por deliberadamente mirar no lugar errado. Posso errar o alvo por não saber sua localização correta, embora eu deseje ardentemente acertá-lo. Posso errar o alvo, mesmo quando tenho a intenção de acertá-lo e miro no lugar certo. Por maior que seja minha destreza em acertar, e por mais que eu conheça o ponto certo, mesmo assim estou sujeito a errar.

Por outro lado, não devo e não posso viver fingindo não errar. Muito menos, posso viver errando deliberadamente. Também não preciso viver um auto-martírio diário por cada erro cometido. O que preciso fazer é reconhecer meus erros. Arrepender-me por eles. Entender que eles podem gerar conseqüências as quais preciso aceitar. Mas não preciso viver em condenação. Posso pedir e receber o perdão. Posso ser perdoado e viver em paz comigo mesmo, com os outros e com Deus.

Minha vida não pode ser regida por meus erros... Ela será regida por meus acertos! Acertar é, também, saber corrigir os desvios! Quero sempre buscar o que é certo!


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ayer, hoy, siempre.

Cuando hice la Facultad de Teología (FTBP), uno de los temas fue el hebreo bíblico (que es diferente del hebreo contemporáneo). Algo que es muy diferente entre el hebreo y las lenguas portuguesa y castellana es la cuestión del tiempo. Vea a continuación de este extracto de Luiz Sayão extraído de la página (la traducción y adaptación es mía) http://escoladeprofetas.net/index.php?option=com_content&task=view&id=44&Itemid=9 en 13/09/11:

"Estamos muy familiarizados con la idea del tiempo verbal en las lenguas portuguesa y hispánica. Dividimos todo en presente, pasado y futuro. Para muchos resulta sorprendente descubrir que lo que caracteriza el verbo en el hebreo no es sobre todo el tiempo del verbo, pero el modo de acción. Lo más importante es si la acción ha terminado o no. En muchos pasajes bíblicos sólo el contexto determinará si el verbo debe traducirse en el futuro, en el presente o en el pasado."

Impresióname pensar en las posibles traducciones para el texto a seguir:

“Y respondió Dios á Moisés: YO SOY EL QUE SOY. Y dijo: Así dirás á los hijos de Israel: YO SOY me ha enviado á vosotros.” Êxodo 3:14

Yo era lo que era.
Yo he sido lo que soy.
Yo era lo que voy a ser.
Yo soy lo que era.
Yo soy lo que voy a ser.
Yo voy a ser lo que era.
Yo voy a ser lo que voy a ser.

Hay una cantidad de otras posibles traducciones, pero el significado y las verdades del texto no lo sufren alteraciones. Por lo tanto, podemos tomar de este texto mucho más del que lo que vemos en una única lectura.
La primera riqueza encontrada aquí es la inmutabilidad de Dios. El siempre es el mismo.
El no sufre alteraciones. Mañana será lo que es hoy y lo que era ayer. Será, después de pasados un millón de años lo que era un millón de años antes.

El hecho de ser siempre lo mismo revélanos otra riqueza: su eternidad; Es inmutable en su eternidad (siempre existió y siempre lo ha de ser). Es eterno en su inmutabilidad (siempre existirá como ya lo es y como siempre era).

Otro punto es su autosuficiencia. "Yo soy lo que soy". Me basto en mí mismo. La omnipotencia de Dios también es inherente a esta declaración. No necesita una descripción detallada de su persona. Él lo es y punto final. Es lo que es y esto es suficiente. No le falta nada.

Seguro, podemos continuar a meditar sobre este texto y encontrar  “dracmas perdidas” aquí o "tesoros ocultos". Y, sin duda, lo haré en otra oportunidad. Por ahora mi doy por satisfecho en decir que Dios es el mismo ayer, hoy y siempre.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ontem, Hoje e Sempre


Quando fiz faculdade de teologia (FTBP) uma das matérias estudadas foi o hebraico bíblico (que é diferente do hebraico contemporâneo). Algo que é bem diferente entre o hebraico e nosso idioma é a questão do tempo verbal. Vejam abaixo este trecho de Luiz Sayão extraído do site http://escoladeprofetas.net/index.php?option=com_content&task=view&id=44&Itemid=9 em 13/09/11:


“Estamos muito acostumados com a idéia de tempo verbal em português. Dividimos tudo em presente, passado e futuro. Para muitos é surpreendente descobrir que o que caracteriza o verbo no hebraico não é principalmente o tempo do verbo, mas sim o modo da ação. O que mais importa é se a ação é acabada ou não. Em muitas passagens bíblicas somente o contexto determinará se o verbo deve ser traduzido no futuro, no presente ou no passado.”



Impressiona-me pensar nas possíveis traduções para o texto abaixo:


E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. (http://www.bibliaonline.com.br/acf/ex/3/14+) vejamos algumas possibilidades:

Eu fui o que fui. 
Eu fui o que sou. 
Eu fui o que serei. 
Eu sou o que fui. 
Eu sou o que serei. 
Eu serei o que fui. 
Eu serei o que sou. 
Eu serei o que serei. 

Assim podemos tirar deste texto muito mais do que vemos numa simples leitura.
A primeira riqueza encontrada aqui é a imutabilidade de Deus. Ele é sempre o mesmo. Ele não muda. Será amanhã o que é hoje e o que foi ontem. Será daqui a milhões de anos o que foi a milhões de anos.

O fato de Ele ser sempre o mesmo nos revela outra riqueza: sua eternidade; É imutável na sua eternidade (Ele sempre existiu e sempre continuará a existir). É eterno em sua imutabilidade. (sempre existirá como é e como foi).

Outro ponto é sua auto-suficiência. “Eu sou o que sou.” Eu sou suficiente em mim mesmo. A onipotência de Deus também é inerente nesta afirmação. Não é necessária uma descrição detalhada de sua pessoa. Ele é e ponto final. Ele é o que é, e isto basta. Não lhe falta nada.

Por certo, podemos continuar a meditar neste texto e encontrar aqui “dracmas perdidas” ou “tesouros escondidos”. E, certamente, o faremos em outra oportunidade. Por agora me contento em dizer ele é o mesmo ontem, hoje e sempre.


domingo, 11 de setembro de 2011

O crente cabeção



Estudou a Bíblia, a teologia sistemática, arqueologia bíblica, missiologia, peneumatologia, harmatologia, panorama do antigo e do novo testamento.

Fez missões, fez evangelismo, fez pregações, fez reuniões. Implantou igreja, transplantou igrejas, fechou igrejas, abandonou a igreja.

Participou de eventos, congressos, shows, musicultos, encontrão, clubão, clubinho, marcha pra Jesus, festas beneficentes, células, grupos familiares, escolas bíblicas, seminários.

Foi líder de jovens, líder de adolescentes. Foi indicado, comissionado. Foi ungido, foi batizado. Foi enviado.

Em meio à sua dedicação ao estudo e às atividades, como Marta se esqueceu da melhor parte... Em seu grande conhecimento esqueceu-se de conhecer ao Mestre. Em seu ativismo frenético, esqueceu-se de praticar seu amor e sua devoção. Em face a um mundo perdido, perdeu-se no caminho da vida, não percebendo que viver sem ter tempo para Deus, é viver perdendo tempo!

Mas há um lugar, há um momento, ambos reservados, esperando por uma atitude, uma ação produzida pelo arrependimento que faz com que possa voltar a viver.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O Cabeção

Escrevi este texto meditando em uma postura que muitas vezes eu mesmo assumi...

O CABEÇÃO
Autor: Christiano Lage


O cabeção é respeitado por seu conhecimento. É tachado de inteligente, rotulado de líder. Nas reuniões é a “voz da razão”. Perfeito em seus discursos. Seguro em suas decisões. Procurado como “palpiteiro”. Respeitado como conselheiro.  

É bom profissional. Tem reconhecimento. Tem merecimento. Subiu na carreira. Tornou-se “chefe”, tornou-se gerente, tornou-se supervisor, tornou-se diretor. Chamou a atenção. Ganhou posição. Fez suas conquistas. Ganhou status.

Estudou de tudo um pouco. Estudou física, química, biologia. Ciências da computação, automação, engenharia. Estudou o corpo e a alma do ser humano. Estudou o passado, entende o presente embora desconheça o futuro.

Fez ioga. Fez meditação. Estudou a filosofia e a religião. Fez regressão. Fez terapia. Fez indagações, tirou suas próprias conclusões. Estudou grego. Estudou hebraico. Fala inglês. É fluente no espanhol. Estuda alemão. Estuda japonês. Viajou o mundo. Foi para França. Foi para China. Conheceu muita gente. Ficou evidente.

Fala de qualquer assunto. Responde a todas as perguntas. Não se satisfaz em não ter respostas. Tornou-se especialista. Tornou-se mestre. Tornou-se doutor. Ganhou diplomas e certificados.

Não age por impulso e sim temperando a razão e a emoção. Avalia a situação, para então tomar decisão. Atua sempre em consonância à sua macro-visão.

É cheio de si. Vazio de tudo. De tanto saber, não sabe viver. Esquece-se da vida. Esquece-se dos seus. Esquece de amar, esquece de crer. De tão ocupado esquece-se de Deus. 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Que tal uma passadinha na oficina do Mestre hoje?

Hoje vou me contentar apenas em traduzir esta cancão de Alex campos, afinal a letra já diz tudo o que eu gostaria de postar hoje, com o forte desejo que te ajude a compreender algumas das "dores da vida".


Al taller del Maestro
(Alex Campos)
À oficina do Mestre
(Alex Campos)
Ve como me duele estar despierto y no poder cantar.
Como expresarte sin palabras, que muero si no estas.
El tiempo pasa y todo cambia y lloro de soledad
el sueño que llevo en el alma, de repente ya no esta
Que la sonrisa se ha marchado,
mis lagrimas caerán, mis lagrimas caerán.

al taller del maestro vengo, pues el me curara.
me tomara entre sus brazos y cada herida sanara
las herramientas del maestro, mi alma remendara
martillo en mano y mucho fuego, aunque me duela ayudara.
A conocerlo y a entenderlo, a saber que nada merezco.
amar es mas que un pretexto, es una entrega es un negar
mas que aquel sentimiento, es la decisión de amar.

al taller del maestro vengo
allí, allí el sol se pondrá.
al taller del maestro vengo
Carpintero me alma aquí esta
al taller del maestro vengo
no importa el tiempo que ahí he de estar
al taller del maestro

y de aquellos días que hizo frío, el sol no apareció.
cuando el talento no lo es todo, el silencio vale mas
que mil palabras sin sentido. la vida que morirá
si tu no estas aquí conmigo, de que sirve mi cantar.
para que la fama y las estrellas, si el maestro allí no esta
para que decirte que te amo, si contigo no quiero estar


al taller del maestro vengo, pues el me curara.
me tomara entre sus brazos y cada herida sanara
las herramientas del maestro, mi alma remendara
martillo en mano y mucho fuego, aunque me duela ayudara.
a conocerlo y a entenderlo, a saber que nada merezco.
amar es mas que un pretexto, es una entrega es un negar
mas que aquel sentimiento, es la decisión de amar.

aquí estoy carpintero
al taller del maestro vengo
martillo en mano, martillo en mano y mucho fuego
al taller del maestro vengo
aunque me duela, aunque me duela ayudara
al taller del maestro.

Vê como me dói estar acordado e não poder cantar.
Como expressar sem palavras que eu morro se não estás.
O tempo passa e tudo muda
e choro de solidão,
O sonho que levo na alma de repente já não está,
Que o sorriso já se foi embora, minhas lágrimas caíram.

À oficina do Mestre
venho, pois ele me curará
Tomará-me entre seus braços e cada ferida sarará.

As ferramentas do Mestre minha alma remendará;
Martelo em punho e muito fogo
Mesmo que doa
ajudar-me-á a conhecer-lo e a entender-lo,
a saber que nada mereço
Amar é mais um pretexto
É uma entrega é um negar
Mais que aquele sentimento
É a decisão de amar

À oficina do Mestre
venho
Ali, ali o sol se porá
À oficina do Mestre
venho
Carpinteiro, minha alma aqui está
À oficina do Mestre
venho
Não importa o tempo que estarei aí
À oficina do Mestre

E daqueles dias que fez frio, o sol não apareceu
Quando o talento não é tudo. O silêncio vale mais que mil palavras sem sentido. A vida que morrerá se não estas aqui comigo, de que serve meu cantar
Para que a fama e as estrelas se o Mestre ali não está
Para que dizer-te que te amo se contigo não quero estar

À oficina do Mestre
venho, pois ele me curará
Tomará-me entre seus braços e cada ferida sarará
As ferramentas do Mestre
Minha alma remendará
Martelo em punho
E
muito fogo
Mesmo que me doa
Ajudará a conhecer-lo
E a entender-lo,
A saber que nada mereço
Amar-te é mais um pretexto
É uma entrega é um negar
Mais que aquele sentimento
É a decisão de amar

Aqui estou carpinteiro
À oficina do Mestre
venho, Martelo em punho
E
muito fogo
À oficina do Mestre
venho
Mesmo que me doa
Ajudará À oficina do Mestre
venho

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

$ Um alto Preço $



Com o crescimento da violência e da criminalidade, cada vez mais vemos banalizada a vida humana. Mata-se por nada, mata-se por qualquer coisa. Morre-se por nada, morre-se por qualquer coisa. A vida parece não valer nada. Sempre foi assim, desde o primeiro homicídio.  Mata-se por ciúmes, por ódio, por dinheiro, por drogas, por objetos de valor, por objetos sem valor. Mata-se “por amor” e pela falta de amor. Por “zelo” e por desmazelo. Mata-se por desprezo, por ignorância, por ganância, por medo.  Mata-se o rico o pobre, o branco o negro, Mata-se o adulto, o velho, a criança, o bebê. Mata-se o pai, a mãe, o filho a filha, o tio a tia. Mata-se à toa.

Quanto vale uma vida? Vale pouco para quem a tira... Valia tudo para que a perdeu... Valia muito para quem perde um ente querido. Como mensurar este valor? Vale mais que tudo, vale mais que o mundo. Vale todo o esforço. Vale qualquer preço. Vale um altíssimo preço. Vale tudo quanto tenho, vale muito mais do que tudo que posso ter.


E para Deus sendo ele o autor da vida, quanto Ele por ela pagaria? Na verdade ele já a pagou. O preço: o sangue de Seu filho no calvário. O preço de entregar o único filho para ser morto num espetáculo de horrores. Exposto como troféu, surrado como ninguém. Nu de roupas e de glória verteu seu sangue até expirar? Mas que? Como comprar vidas pagando com a morte? Sim, em última instância, a morte é uma conseqüência. Seja ela natural ou por violência. Seja acidental ou proposital. O homem está fadado a morrer. E o quê é morrer? É estar separado. É ter Deus lá do outro lado. Quem separa o homem de Deus? O pecado. Como resolver o problema? Só Deus poderia resolvê-lo. Um justo precisava padecer e com seu sangue poderia então comprar os injustos. Hoje entendo, o quão grande preço foi pago por minha vida. O mesmo preço também foi pago pela sua!


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O Cristão que eu quero ser.



           Quero ser um Cristão. Não um religioso nem um acético. Quero ser um “seguidor dos ensinamentos de Cristo”, isto é ser um cristão na essência da palavra. Quero ser zeloso não com os preceitos de uma religião, sim com os ensinamentos de Jesus. Quero conhecer não os dogmas da igreja ou da denominação que eu sigo. Conhecer e praticar sim os mandamentos do Pai. Não quero ser assíduo nas reuniões da igreja por um compromisso social nem por desencargo de consciência. Quero sim me encontrar com outros cristãos para que eu possa aprender e ser abençoado, e também, dentro de minhas limitações, abençoar e ensinar.
Não quero crer na “instituição religiosa”, quero colocar minha fé na Pessoa de cristo. Não quero crer em tudo que me dizem nem em tudo o que eu vejo ou que eu leio. Quero ter a liberdade de questionar, de mensurar, de argüir, de provar tudo o que ouço, vejo e leio, segundo o “fiel da balança” que encontro nas escrituras. Não quero ser um “papagaio espiritual” que repete palavras, ações e que reproduz gestos e comportamentos. Quero ser um Cristão autêntico que segue não a preceitos humanos, mas a ensinamentos divinos. Que se preocupa mais agradar ao Pai do que aos homens.
Que, como todo cristão autentico, eu cada vez mais diminua para que Cristo apareça. Que eu morra para que Cristo viva em mim. Que eu viva para ser instrumento de Sua glória. Que eu trilhe os caminhos que Jesus trilharia. Ainda que seja um objetivo audacioso, que eu seja o tipo de cristão que o próprio Cristo seria.