quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

O ainda e o logo. Deus se atrasa? WIN 20201224 17 46 07 Pro

O "logo" e o "ainda" - quando Deus parece demorar...

 


“E, quando veio a tarde, os seus discípulos desceram para o mar. E, entrando no barco, atravessaram o mar em direção a Cafarnaum; e era já escuro, e ainda Jesus não tinha chegado ao pé deles. E o mar se levantou, porque um grande vento assoprava. E, tendo navegado uns vinte e cinco ou trinta estádios, viram a Jesus, andando sobre o mar e aproximando-se do barco; e temeram. Mas ele lhes disse: Sou eu, não temais. Então eles de boa mente o receberam no barco; e logo o barco chegou à terra para onde iam.”

João 6:16-21

Quantas vezes nas nossas vidas temos a impressão de que Deus nos esqueceu... de que estamos a sós num barco à deriva... de que estamos à deriva na vida... que Deus está demorando para chegar... nestas horas dizemos: “Deus vem logo”; “Deus me responde logo”; “Deus aparece logo”; “Deus muda logo esta situação”. Assumimos, então, que Deus está atrasado, que Ele está demorando. Nosso senso de urgência certamente é diferente do Dele...

E por esta razão, pensamos ou dizemos: “Eu oro e o Senhor não me responde...”; e nos sentimos como os discípulos num mar revolto, em meio à total escuridão. Perdemos a referência, o senso de direção, afinal o barco é levado pelas ondas de um lado ao outro, e não conseguimos mais enxergar qual é o destino final...

“...E ainda Jesus não tinha chegado” não fala a respeito de que Ele estava demorando, mas sim da esperança e da certeza de que ele chegaria! Este ainda pode fazer toda a diferença! “Eu orei e o Senhor ainda não respondeu”; “Tenho orado por esta situação e o Senhor ainda não agiu nela.” Este ainda revela a esperança e a certeza de que ele agirá, de que ele responderá! Deus não está limitado ao nosso tempo (Chronus). Ele está na eternidade, e o tempo é apenas um “parênteses” dentro dela. Essa é a razão de nossa urgência e de termos a impressão de que Ele está demorando. Mas Ele não está! Ele vai responder, fazer e agir na hora certa! No momento certo ele chegará ao nosso barco! Apesar do mar revolto e da escuridão total, Ele não perdeu o senso de direção: Ele sabe exatamente onde encontrar o nosso barquinho. E, quando Ele entra nesse barquinho, somos confortados por Sua doce presença. Então, aquela aparente demora é recompensada, e o logo muda de foco e de significado deixando de ser uma cobrança pela demora ou algo do tipo “vem logo! ” e passa a ser:

“...e logo o barco chegou à terra para onde iam”.

Portanto, quando Ele chega, nossa mentalidade muda. Nossas perspectivas mudam. As circunstâncias mudam. A nossa urgência acaba. Nosso sentimento de que estamos à deriva acaba.  E a Sua presença faz com que logo cheguemos ao destino que Ele quer nos levar!

Confie Nele! Ponha Nele sua esperança, pois Ele logo virá ao seu encontro mesmo que ainda não consiga ver nada além da escuridão. Ainda que não sinta nada além das ondas chacoalhando o barco da sua vida, quando Ele chegar e entrar no barco, tudo mudará e logo você chegará onde ele quer te levar!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Paz que não entendemos

 


Os dias atuais têm sido um desafio para muitos de nós. Tantas pessoas nos deixaram por serem acometidos pela Covid-19. A morte e o medo nos cercam devido à pandemia... Talvez poderíamos – e muito de fato estão – clamando ao Senhor como o salmista em Salmos 116:3:

“Os cordéis da morte me cercaram,

 e angústias do inferno se apoderaram de mim;

 encontrei aperto e tristeza.”

Mas Cristo afirmou que nos deixaria a paz. Uma paz diferente da que o mundo pode oferecer. Uma paz cuja origem e cujos efeitos vão muito além do entendimento humano. Uma paz que não é simplesmente a ausência de guerra. Pelo contrário, é a paz que existe apesar da guerra.

Conta-se a história de um concurso de pintura, cujo tema era “a paz”. Entre os finalistas, um quadro de uma criança correndo em uma campina verde e calma, tendo ao fundo de um lado colinas e do outro um lago sereno e tranquilo. Era assim que seu pintor imaginou a paz. Outro quadro era a imagem de um bebê, sendo amamentado no seio e no colo de sua mãe. Para aquele pintor isto representava a paz. Mas, o ganhador foi a tela que representava uma tempestade no mar. Ventos fortes e ondas grandes que se chocavam em um rochedo. No rochedo uma pequena ave. Ela estava ali pousada esperando a tempestade passar.

Sim! Isto é a paz verdadeira! Era este tipo de paz que Cristo tinha. Como pássaro da ilustração acima, ele pode repousar – dormir – em um barco que era impelido pelas ondas em meio a uma tempestade. Sendo ele acordado por seus discípulos, Ele exterioriza esta paz que havia dentro de si e acalma a tempestade. O perigo era real. Os ventos eram fortes. As ondas agitavam fortemente o pequeno barco que se enchia de água. Mas Ele dormia em paz. Paz apesar das dificuldades (Vide Lucas 8:22).

Esta paz ultrapassa o entendimento. Os discípulos não entendiam como Jesus podia dormir em meio àquela tempestade. Eles chegam ao ponto de perguntar-lhe: “Mestre, não te importa que pereçamos?”(vide Marcos 4:38) Este é o tipo de paz que Cristo tinha e que Ele nos deixou:

"Deixo com vocês a paz, a minha paz vos dou;

não lhes dou a paz como o mundo dá.

Que o coração de vocês não fique angustiado nem com medo" 

João 14:27

Não precisamos compreender esta paz, mas podemos senti-la. O Apóstolo Paulo na carta aos Filipenses nos ensina a “receita” para termos esta paz. E a receita é simples: Orar a Deus com ação de graças (gratidão), apresentando a Ele nossas petições.

"Não estejais inquietos por coisa alguma; 

antes sejam as vossas petições em tudo conhecidas diante de Deus

 pela oração e suplica, com ação de graças. 

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, 

guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus". 

Filipenses 4:6-7


Experimente orar a Deus, enchendo seus lábios de louvor e gratidão pelo que Ele tem feito e faz, e receba em seu coração esta paz incompreensível, mas real!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

De Cordeiro a Leão

 



Isaías 53 é uma profecia a respeito da vinda de Cristo escrita cerca de 740 anos antes do nascimento de Jesus. Neste capítulo o profeta narra o sofrimento pelo qual Cristo viria a passar. No versículo 7 Jesus é comparado a um cordeiro rumo ao matadouro e a uma ovelha muda perante seus tosquiadores. Quando, séculos mais tarde, João Batista vê Cristo se aproximando ele declara: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29).

Era necessário que fosse assim. Era necessário que seu sangue fosse derramado. Lá no Éden, quando o pecado entra em cena, o próprio Deus diz que o descendente da mulher seria ferido pela serpente (satanás) mas, esta serpente teria sua cabeça pisada por ele (Genesis 3:15). E assim ele foi para cruz – mudo como uma ovelha, como cordeiro ao matadouro. Era necessário que ele morresse. Ali estava ele, fora espancado e morto, sangrou até a morte, exposto nu como um espetáculo mórbido diante de seus acusadores. Diz Isaías, no texto já mencionado que “o castigo que nos traz a paz estava sobre ele”. E o homem busca incessantemente esta paz. A paz com Deus que só é possível através da confissão e do perdão de pecados. (1 João 1:9 e Romanos 5:1).

Então é isto? Ele morreu por nós e nos trouxe perdão e agora podemos ter paz com Deus. Sim, é verdade, porém não ficou apenas assim! Ele ressuscitou ao terceiro dia. A cruz está vazia! A tumba está vazia! Mas o trono celestial está ocupado! Ele ressurgiu! Venceu a morte! A morte não podia detê-lo pois ela é o salário do pecado e, como Cristo não tinha nenhum pecado, foi aniquilado o poder da morte. Ele voltou à vida e caminhou e foi visto por muitas testemunhas e, à vista delas, foi assunto aos céus. Ele morreu como cordeiro, mas ressuscitou como Leão. Veio como uma criança frágil em uma manjedoura. Voltará, nas nuvens, como O Rei dos reis e Senhor dos senhores (Apocalipse 19:1-16)!