E vendo o Senhor que se virava para ver, bradou Deus a
ele do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés. Respondeu ele: Eis-me aqui.
E disse: Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa. Êxodo 3:4-5
E disse: Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa. Êxodo 3:4-5
Isto aconteceu com Moisés diante da sarça ardente no monte...
Fiquei pensando: porque tirar as sandalhas?
Algumas respostas vieram ao meu coração...
1) A primeira resposta está no proprio texto: porque a terra era santa. Santa porque a glória de Deus ali se manifestava. Tirar as sandalhas significava deixar a sugeira para fora daquele lugar. Deus é Santo - separado do pecado - sendo assim, para nos achegarmos ante sua presença é necessário deixar o pecado.
2) Havia um custume em Israel de se tirar os sapatos para representar a perda de direitos ou por desonhra ou por abrir mão destes direitos (cf. Rute 4:1-10 e Deuteronômio 25:5-10) aqui faz bastante sentido pensarmos em Moisés, o neto de Faraó, rei do Egito, a maior nação daquela época entendendo que suas prerrogativas reais não tinham nenhum valor diante do Eterno Deus. O direito ao trono e a todas as regalias que um príncipe poderia gozar, não tem o menor valor diante de Deus. Quiça, os nossos supostos direitos como “relis mortais”... Temos que aprender a abrir mão dos nossos "direitos" para Deus.
3) Os servos e escravos é que andavam descalços. Moisés precisava chegar diante de Deus não como um príncipe, mas como um servo. Assim também nós precisamos aprender a servir e a ter um coração de servo. (vide Lucas 22:26).
Mas o que acontece quando seguimos estes 3 passos?
Ao deixar o pecado, abrir mão dos nossos direitos a assumir uma postura de servo Deus nos exalta e nos recebe não como servo, mas como filho.
É exatamente assim que acontece com o filho pródigo no texto de Lucas 15:11-24 aqui transcrito:
“E
disse: Um certo homem tinha dois filhos; E o mais moço deles disse ao pai: Pai,
dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. E,
poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra
longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. E, havendo
ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer
necessidades. E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o
mandou para os seus campos, a apascentar porcos. E desejava encher o seu
estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. E,
tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e
eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei,
e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; Já
não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros. E,
levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e
se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. E
o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de
ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a
melhor roupa; e vesti-lhe, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés; E
trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; Porque este meu
filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a
alegrar-se.”
(Filipenses 2:1-8), serviu aos homens (João 13:5). Andou todo tempo em santidade. Nunca pecou( 1 João 2:1).
Maravilhoso Deus que sirvo, a ti entrego
os meus direitos, por ti deixo os meus pecados e obrigado pelo teu paterno amor!
Serei eternamente devedor do teu amor!
