terça-feira, 19 de novembro de 2013

TIRANDO AS SANDALHAS...



E vendo o Senhor que se virava para ver, bradou Deus a ele do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés. Respondeu ele: Eis-me aqui.
E disse: Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa.
Êxodo 3:4-5

 


Isto aconteceu com Moisés diante da sarça ardente no monte...

Fiquei pensando: porque tirar as sandalhas?

Algumas respostas vieram ao meu coração...

1) A primeira resposta está no proprio texto: porque a terra era santa. Santa porque a glória de Deus ali se manifestava. Tirar as sandalhas significava deixar a sugeira para fora daquele lugar. Deus é Santo - separado do pecado - sendo assim, para nos achegarmos ante sua presença é necessário deixar o pecado.

2) Havia um custume em Israel de se tirar os sapatos para representar a perda de direitos ou por desonhra ou por abrir mão destes direitos (cf. Rute 4:1-10 e Deuteronômio 25:5-10) aqui faz bastante sentido pensarmos em Moisés, o neto de Faraó, rei do Egito, a maior nação daquela época entendendo que suas prerrogativas reais não tinham nenhum valor diante do Eterno Deus. O direito ao trono e a todas as regalias que um príncipe poderia gozar, não tem o menor valor diante de Deus. Quiça, os nossos supostos direitos como “relis mortais”... Temos que aprender a abrir mão dos nossos "direitos" para Deus.

3) Os servos e escravos é que andavam descalços. Moisés precisava chegar diante de Deus não como um príncipe, mas como um servo. Assim também nós precisamos aprender a servir e a ter um coração de servo. (vide Lucas 22:26).

Mas o que acontece quando seguimos estes 3 passos?

Ao deixar o pecado, abrir mão dos nossos direitos a assumir uma postura de servo Deus nos exalta e nos recebe não como servo, mas como filho.

É exatamente assim que acontece com o filho pródigo no texto de Lucas 15:11-24 aqui transcrito:

 

“E disse: Um certo homem tinha dois filhos; E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apascentar porcos. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!  Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros. E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lhe, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés; E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se.”

 
Jesus foi o maior exemplo de tudo isto. Ele assumiu a forma de homem (João 1:14), abrindo mão de toda sua glória como Deus. Assumindo a forma de homem
(Filipenses 2:1-8)
, serviu aos homens (João 13:5). Andou todo tempo em santidade. Nunca pecou( 1 João 2:1).
 

Maravilhoso Deus que sirvo, a ti entrego os meus direitos, por ti deixo os meus pecados e obrigado pelo teu paterno amor!

Serei eternamente devedor do teu amor!