quinta-feira, 24 de dezembro de 2020
O "logo" e o "ainda" - quando Deus parece demorar...
“E, quando veio a tarde, os seus discípulos desceram para o mar. E,
entrando no barco, atravessaram o mar em direção a Cafarnaum; e era já escuro,
e ainda Jesus não tinha chegado ao pé deles. E o mar se levantou, porque um
grande vento assoprava. E, tendo navegado uns vinte e cinco ou trinta estádios,
viram a Jesus, andando sobre o mar e aproximando-se do barco; e temeram. Mas
ele lhes disse: Sou eu, não temais. Então eles de boa mente o receberam no
barco; e logo o barco chegou à terra para onde iam.”
Quantas vezes nas
nossas vidas temos a impressão de que Deus nos esqueceu... de que estamos a sós
num barco à deriva... de que estamos à deriva na vida... que Deus está
demorando para chegar... nestas horas dizemos: “Deus vem logo”; “Deus me responde logo”;
“Deus aparece logo”; “Deus muda logo esta situação”. Assumimos, então, que Deus está atrasado, que Ele está demorando. Nosso senso de urgência certamente
é diferente do Dele...
E por esta razão,
pensamos ou dizemos: “Eu oro e o Senhor não me responde...”; e nos sentimos como os discípulos num mar revolto, em meio à total escuridão. Perdemos a
referência, o senso de direção, afinal o barco é levado pelas ondas de um lado
ao outro, e não conseguimos mais enxergar qual é o destino final...
“...E ainda Jesus não tinha chegado” não fala a respeito de que Ele estava demorando, mas sim da esperança e da certeza de que ele chegaria! Este ainda pode fazer toda a diferença! “Eu orei e o Senhor ainda não respondeu”; “Tenho orado por esta situação e o Senhor ainda não agiu nela.” Este ainda revela a esperança e a certeza de que ele agirá, de que ele responderá! Deus não está limitado ao nosso tempo (Chronus). Ele está na eternidade, e o tempo é apenas um “parênteses” dentro dela. Essa é a razão de nossa urgência e de termos a impressão de que Ele está demorando. Mas Ele não está! Ele vai responder, fazer e agir na hora certa! No momento certo ele chegará ao nosso barco! Apesar do mar revolto e da escuridão total, Ele não perdeu o senso de direção: Ele sabe exatamente onde encontrar o nosso barquinho. E, quando Ele entra nesse barquinho, somos confortados por Sua doce presença. Então, aquela aparente demora é recompensada, e o logo muda de foco e de significado deixando de ser uma cobrança pela demora ou algo do tipo “vem logo! ” e passa a ser:
“...e logo o barco chegou à
terra para onde iam”.
Portanto, quando Ele chega, nossa
mentalidade muda. Nossas perspectivas mudam. As circunstâncias mudam. A nossa urgência
acaba. Nosso sentimento de que estamos à deriva acaba. E a Sua presença faz com que logo cheguemos ao destino que Ele quer nos levar!
Confie Nele! Ponha
Nele sua esperança, pois Ele logo virá
ao seu encontro mesmo que ainda não
consiga ver nada além da escuridão. Ainda
que não sinta nada além das ondas chacoalhando o barco da sua vida, quando
Ele chegar e entrar no barco, tudo mudará e logo
você chegará onde ele quer te levar!
quarta-feira, 16 de dezembro de 2020
Paz que não entendemos
Os dias atuais têm sido um desafio para muitos de nós. Tantas pessoas nos deixaram por serem acometidos pela Covid-19. A morte e o medo nos cercam devido à pandemia... Talvez poderíamos – e muito de fato estão – clamando ao Senhor como o salmista em Salmos 116:3:
“Os cordéis da morte me cercaram,
e angústias do inferno se
apoderaram de mim;
encontrei aperto e tristeza.”
Mas Cristo afirmou que nos
deixaria a paz. Uma paz diferente da que o mundo pode oferecer. Uma paz cuja
origem e cujos efeitos vão muito além do entendimento humano. Uma paz que não é
simplesmente a ausência de guerra. Pelo contrário, é a paz que existe apesar
da guerra.
Conta-se a história de um
concurso de pintura, cujo tema era “a paz”. Entre os finalistas, um quadro de uma
criança correndo em uma campina verde e calma, tendo ao fundo de um lado colinas
e do outro um lago sereno e tranquilo. Era assim que seu pintor imaginou a paz.
Outro quadro era a imagem de um bebê, sendo amamentado no seio e no colo de sua
mãe. Para aquele pintor isto representava a paz. Mas, o ganhador foi a tela que
representava uma tempestade no mar. Ventos fortes e ondas grandes que se
chocavam em um rochedo. No rochedo uma pequena ave. Ela estava ali pousada
esperando a tempestade passar.
Sim! Isto é a paz verdadeira! Era
este tipo de paz que Cristo tinha. Como pássaro da ilustração acima, ele pode
repousar – dormir – em um barco que era impelido pelas ondas em meio a uma
tempestade. Sendo ele acordado por seus discípulos, Ele exterioriza esta paz
que havia dentro de si e acalma a tempestade. O perigo era real. Os ventos eram
fortes. As ondas agitavam fortemente o pequeno barco que se enchia de água. Mas
Ele dormia em paz. Paz apesar das dificuldades (Vide Lucas 8:22).
Esta paz ultrapassa o
entendimento. Os discípulos não entendiam como Jesus podia dormir em meio àquela
tempestade. Eles chegam ao ponto de perguntar-lhe: “Mestre, não te importa que
pereçamos?”(vide Marcos 4:38) Este
é o tipo de paz que Cristo tinha e que Ele nos deixou:
"Deixo com vocês a paz, a minha paz vos dou;
não lhes dou a paz como o mundo dá.
Que o coração de vocês não fique angustiado nem com medo"
Não precisamos compreender esta paz, mas podemos senti-la. O Apóstolo Paulo na carta aos Filipenses nos ensina a “receita” para termos esta paz. E a receita é simples: Orar a Deus com ação de graças (gratidão), apresentando a Ele nossas petições.
"Não estejais inquietos por coisa alguma;
antes sejam as vossas petições em tudo conhecidas diante de Deus
pela oração e suplica, com ação de graças.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento,
guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus".
Experimente orar a Deus, enchendo seus lábios de louvor e gratidão pelo
que Ele tem feito e faz, e receba em seu coração esta paz incompreensível, mas
real!
quarta-feira, 2 de dezembro de 2020
De Cordeiro a Leão
Isaías 53 é uma profecia a
respeito da vinda de Cristo escrita cerca de 740 anos antes do nascimento de Jesus.
Neste capítulo o profeta narra o sofrimento pelo qual Cristo viria a passar. No
versículo 7 Jesus é comparado a um cordeiro rumo ao matadouro e a uma ovelha
muda perante seus tosquiadores. Quando, séculos mais tarde, João Batista vê
Cristo se aproximando ele declara: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do
mundo” (João 1:29).
Era necessário que fosse assim.
Era necessário que seu sangue fosse derramado. Lá no Éden, quando o pecado
entra em cena, o próprio Deus diz que o descendente da mulher seria ferido pela
serpente (satanás) mas, esta serpente teria sua cabeça pisada por ele (Genesis 3:15). E assim
ele foi para cruz – mudo como uma ovelha, como cordeiro ao matadouro. Era
necessário que ele morresse. Ali estava ele, fora espancado e morto, sangrou
até a morte, exposto nu como um espetáculo mórbido diante de seus acusadores.
Diz Isaías, no texto já mencionado que “o castigo que nos traz a paz estava
sobre ele”. E o homem busca incessantemente esta paz. A paz com Deus que só é possível
através da confissão e do perdão de pecados. (1 João 1:9 e Romanos 5:1).
Então é isto? Ele morreu por nós
e nos trouxe perdão e agora podemos ter paz com Deus. Sim, é verdade, porém não
ficou apenas assim! Ele ressuscitou ao terceiro dia. A cruz está vazia! A tumba está
vazia! Mas o trono celestial está ocupado! Ele ressurgiu! Venceu a morte! A morte
não podia detê-lo pois ela é o salário do pecado e, como Cristo não tinha
nenhum pecado, foi aniquilado o poder da morte. Ele voltou à vida e caminhou e
foi visto por muitas testemunhas e, à vista delas, foi assunto aos céus. Ele
morreu como cordeiro, mas ressuscitou como Leão. Veio como uma criança frágil
em uma manjedoura. Voltará, nas nuvens, como O Rei dos reis e Senhor dos senhores
(Apocalipse 19:1-16)!
segunda-feira, 9 de novembro de 2020
O Recomeço de Jó
Você já leu a história de Jó? O livro de Jó é o livro mais antigo das escrituras sagradas (possível escrita no século XVI A.C.)...
Jó era um homem rico que perde quase tudo o que possuía, inclusive seus filhos e sua própria saúde. As perdas acontecem de repente e muito rapidamente ...
Vemos então um homem aparentemente desgraçado.
Até que, ao final da história Jó recebe de volta tudo aquilo que perdera... É
então que se dá o recomeço da vida de Jó.
Mas nesta história existe um marco, um divisor de águas que define a transição
entre uma vida de aparente desgraça para uma vida cheia da benevolência e da
graça de Deus.
Este marco está em Jó capítulo 42 versos 2 a 6.
Vou pontuar aqui os passos que
possibilitaram a Jó um recomeço maravilhoso...
1° Passo:
Jó reconheceu a soberania e o poder de Deus:
"Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser
frustrado." (Jó 42.2)
3° Passo:
Jó vislumbra quem o Senhor é e descobre um Deus que vai além de tudo quanto ele mesmo imaginava ou aprendera...
Ele se arrepende.
"Assim, abençoou o Senhor o último estado de Jó mais do que o primeiro..." (Jó 42:10-12a).
domingo, 8 de novembro de 2020
Recomeçar...
Faz tempo que não escrevo aqui no blog e isto me faz
falta...
Depois de conversar sobre o tema, percebi que era hora de recomeçar...
A vida dá as suas voltas e por vezes somos levados a reconhecer que precisamos
recomeçar.
Como o oleiro, que amassa novamente o barro, depois de já tê-lo modelado, para
fazer algo novo.
Ou como o pródigo que, ao cair em si, volta para casa do Pai para recomeçar sua
vida.
Mais importante que os fatos que nos levaram à necessidade de um recomeço, é
saber que das mãos do Oleiro sairá algo novo e que na casa do Pai somos
recebidos com alegria, com festa e com restauração da identidade de filho.
Esse é o Deus a que sirvo. Um Deus que transforma o barro informe e dele produz
vida! O lugar do recomeço é aos pés da cruz.
De volta ao blog! Mãos à obra!




