quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ontem, Hoje e Sempre


Quando fiz faculdade de teologia (FTBP) uma das matérias estudadas foi o hebraico bíblico (que é diferente do hebraico contemporâneo). Algo que é bem diferente entre o hebraico e nosso idioma é a questão do tempo verbal. Vejam abaixo este trecho de Luiz Sayão extraído do site http://escoladeprofetas.net/index.php?option=com_content&task=view&id=44&Itemid=9 em 13/09/11:


“Estamos muito acostumados com a idéia de tempo verbal em português. Dividimos tudo em presente, passado e futuro. Para muitos é surpreendente descobrir que o que caracteriza o verbo no hebraico não é principalmente o tempo do verbo, mas sim o modo da ação. O que mais importa é se a ação é acabada ou não. Em muitas passagens bíblicas somente o contexto determinará se o verbo deve ser traduzido no futuro, no presente ou no passado.”



Impressiona-me pensar nas possíveis traduções para o texto abaixo:


E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. (http://www.bibliaonline.com.br/acf/ex/3/14+) vejamos algumas possibilidades:

Eu fui o que fui. 
Eu fui o que sou. 
Eu fui o que serei. 
Eu sou o que fui. 
Eu sou o que serei. 
Eu serei o que fui. 
Eu serei o que sou. 
Eu serei o que serei. 

Assim podemos tirar deste texto muito mais do que vemos numa simples leitura.
A primeira riqueza encontrada aqui é a imutabilidade de Deus. Ele é sempre o mesmo. Ele não muda. Será amanhã o que é hoje e o que foi ontem. Será daqui a milhões de anos o que foi a milhões de anos.

O fato de Ele ser sempre o mesmo nos revela outra riqueza: sua eternidade; É imutável na sua eternidade (Ele sempre existiu e sempre continuará a existir). É eterno em sua imutabilidade. (sempre existirá como é e como foi).

Outro ponto é sua auto-suficiência. “Eu sou o que sou.” Eu sou suficiente em mim mesmo. A onipotência de Deus também é inerente nesta afirmação. Não é necessária uma descrição detalhada de sua pessoa. Ele é e ponto final. Ele é o que é, e isto basta. Não lhe falta nada.

Por certo, podemos continuar a meditar neste texto e encontrar aqui “dracmas perdidas” ou “tesouros escondidos”. E, certamente, o faremos em outra oportunidade. Por agora me contento em dizer ele é o mesmo ontem, hoje e sempre.


2 comentários:

  1. Gosto muito da riqueza dos seus textos. Até os mais simples nos enriquece a alma à simples leitura!
    Abração.

    ResponderExcluir
  2. oi Su... obrigado! legal saber que está acopanhando o blog...Abração p/ vc, p/ André e p/ os toda família!

    ResponderExcluir

oi, se quiser comentar, fique à vontade. É mais fácil postar com perfil anônimo, mas se fizer isto não se esqueça de colocar seu nome no corpo da mensagem.