quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Paz que não entendemos

 


Os dias atuais têm sido um desafio para muitos de nós. Tantas pessoas nos deixaram por serem acometidos pela Covid-19. A morte e o medo nos cercam devido à pandemia... Talvez poderíamos – e muito de fato estão – clamando ao Senhor como o salmista em Salmos 116:3:

“Os cordéis da morte me cercaram,

 e angústias do inferno se apoderaram de mim;

 encontrei aperto e tristeza.”

Mas Cristo afirmou que nos deixaria a paz. Uma paz diferente da que o mundo pode oferecer. Uma paz cuja origem e cujos efeitos vão muito além do entendimento humano. Uma paz que não é simplesmente a ausência de guerra. Pelo contrário, é a paz que existe apesar da guerra.

Conta-se a história de um concurso de pintura, cujo tema era “a paz”. Entre os finalistas, um quadro de uma criança correndo em uma campina verde e calma, tendo ao fundo de um lado colinas e do outro um lago sereno e tranquilo. Era assim que seu pintor imaginou a paz. Outro quadro era a imagem de um bebê, sendo amamentado no seio e no colo de sua mãe. Para aquele pintor isto representava a paz. Mas, o ganhador foi a tela que representava uma tempestade no mar. Ventos fortes e ondas grandes que se chocavam em um rochedo. No rochedo uma pequena ave. Ela estava ali pousada esperando a tempestade passar.

Sim! Isto é a paz verdadeira! Era este tipo de paz que Cristo tinha. Como pássaro da ilustração acima, ele pode repousar – dormir – em um barco que era impelido pelas ondas em meio a uma tempestade. Sendo ele acordado por seus discípulos, Ele exterioriza esta paz que havia dentro de si e acalma a tempestade. O perigo era real. Os ventos eram fortes. As ondas agitavam fortemente o pequeno barco que se enchia de água. Mas Ele dormia em paz. Paz apesar das dificuldades (Vide Lucas 8:22).

Esta paz ultrapassa o entendimento. Os discípulos não entendiam como Jesus podia dormir em meio àquela tempestade. Eles chegam ao ponto de perguntar-lhe: “Mestre, não te importa que pereçamos?”(vide Marcos 4:38) Este é o tipo de paz que Cristo tinha e que Ele nos deixou:

"Deixo com vocês a paz, a minha paz vos dou;

não lhes dou a paz como o mundo dá.

Que o coração de vocês não fique angustiado nem com medo" 

João 14:27

Não precisamos compreender esta paz, mas podemos senti-la. O Apóstolo Paulo na carta aos Filipenses nos ensina a “receita” para termos esta paz. E a receita é simples: Orar a Deus com ação de graças (gratidão), apresentando a Ele nossas petições.

"Não estejais inquietos por coisa alguma; 

antes sejam as vossas petições em tudo conhecidas diante de Deus

 pela oração e suplica, com ação de graças. 

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, 

guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus". 

Filipenses 4:6-7


Experimente orar a Deus, enchendo seus lábios de louvor e gratidão pelo que Ele tem feito e faz, e receba em seu coração esta paz incompreensível, mas real!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

oi, se quiser comentar, fique à vontade. É mais fácil postar com perfil anônimo, mas se fizer isto não se esqueça de colocar seu nome no corpo da mensagem.